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Cuide dos olhos do seu peludo

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A veterinária Débora Caparelli Montilla, especialista em oftalmologia e responsável por esse setor no Hospital Veterinário São Pedro, em São Paulo, revela os cuidados que todo tutor deve ter com os olhos do seu animalzinho e assim perceber quando algo não vai bem e agir rapidamente. Confira a entrevista que ela nos concedeu:

Meu Primeiro Pet (MPP) – Quais as doenças dos olhos mais comuns em cães e gatos?
Débora C Montilla – Nos olhos dos cães, as doenças mais comuns são: úlcera de córnea, ceratoconjuntivite seca (olho seco), catarata, glaucoma e uveíte. Já nos gatos, temos uveíte, úlcera de córnea e glaucoma.

MPP – A partir de que idade essas doenças podem se manifestar?
Débora – Não existe idade para a manifestação das doenças oculares. De forma geral, as que são decorrentes de processos senis começam a se desenvolver a partir dos sete anos. Já as traumáticas (úlceras), inflamatórias (uveíte) e as infecciosas podem ocorrer em qualquer idade do animal, incluindo a catarata, que surge em decorrência de problemas congênitos, hereditários, traumas, doenças inflamatórias, metabólicas e até problemas nutricionais.

MPP – Essas doenças apresentam algum sinal ou sintoma?
Débora – Todas essas citadas anteriormente podem apresentar como sinal o olho vermelho. Ou ainda a parte branca dos olhos pode ficar vermelha e, em algumas delas, o transparente do olho se torna turvo e esbranquiçado. Por isso, é muito importante procurar um veterinário especializado ao primeiro sinal de desconforto ocular, para evitar o agravamento do problema ou mesmo a cegueira. Vale alertar que não existem tratamentos caseiros que possam prevenir a cegueira.

MPP – A partir de quando o tutor deve se preocupar e fazer exames de rotina nos cães e gatos, quando não há sintomas ou sinal de doença?
Débora – A partir de cinco anos é importante fazer uma avaliação anual com o oftalmologista veterinário. Algumas raças como Shitzu, Lhasa Apso, Pug, Persas, Himalaios e outras denominadas como braquicefálicos (focinho curto e olhos grandes) devem ser acompanhados por um especialista já a partir de um ano, porque são mais suscetíveis a ter problemas oculares por conta da estrutura óssea deles, que deixa os olhos mais saltados.

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