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Escritora defende pit bulls e sofre ameaças nos EUA

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A escritora norte-americana Brownen Dickey é uma defensora dos cães da raça pit bull e está tendo problemas por conta disso. Em entrevista à National Geographic, a autora do livro Pit Bull – The Battle Over an American Icon (Pit Bull – A Batalha Sobre um Ícone Amercicano) comentou que suas aparições em livrarias agora exigem a presença de seguranças e sua casa precisou receber um sistema de vigilância por conta das ameaças que passou a sofrer. E tudo isso porque, no livro, Brownen apresenta uma série de argumentos para combater a demonização da raça pit bull no país e ainda mostra o quanto esses cães tem papéis significativos na história e na cultura dos Estados Unidos.

De acordo com a escritora, a questão por trás dos ataques dos pit bulls nos Estados Unidos está ligada mais a outros fatores do que a atributos da raça em si. “Em estatísticas mais de 80% dos casos apresentavam quatro ou mais fatores relacionados aos cuidados e controle dos animais. Eram cães que não eram socializados e sexualmente intactos (não castrados). Em outras palavras, uma tempestade perfeita de fator sobre fator”, afirma.

Brownen ainda fala que ainda existem muitas informações sobre a raça que não têm comprovação científica. Pior ainda: elas ajudaram a atrair péssimos tutores. “São especulações sobre esses cachorros as quais não há base, como uma pressão de 5.000 libras (aproximadamente 2.200 kg) de mordida. E o mais terrível é que elas fizeram com que pessoas que jamais deveriam ter esses cachorros os quisesse”, pontua a autora.

No Brasil é igual

Por aqui, os pit bulls e outros cães de grande porte protagonizam o mesmo tipo de polêmica. Tramita na câmara dos deputados desde 1999 um projeto de lei que proíbe a reprodução e a importação de cães das raças rotweiller e pit bull puros e mestiços. Atualmente, a PL 121/1999 encontra-se pronta para ser votada no plenário e sua última atualização data de 2014, quando um dos deputados deu parecer favorável para a aprovação do projeto de lei.

Enquanto isso, o que acontece é que os cachorros de grande porte, principalmente das raças tidas como violentas, acabam sofrendo mais em situações de abandono. E para isso foi criada a PitCão, uma entidade focada em resgatar, tratar e socializar os cachorros da raça para, em seguida, encaminhá-los para adoção responsável. A PitCão teve origem nos trabalhos de proteção animal executados pela Dra. Patrícia Arruda Cancellara que se iniciaram há 10 anos. Com o tempo, ela percebeu que os pit bulls não eram resgatados na mesma proporção do que outras raças. Hoje, a entidade abriga mais de 150 cães, que aguardam um lar e depende de recursos próprios e doações para se manter. Você pode conhecer mais sobre o trabalho deles aqui.

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