Eu & Meu Pet

Amor salva cãozinho da cinomose

By  | 

Poderia ser apenas mais uma história (com final feliz) de uma moça que resolve acolher um cãozinho abandonado. Mas o destino reservou fortes emoções para Nely Iuikis, que decidiu adotar um peludinho quando estava prestes a completar 21 anos.  Quis ele que nossa heroína se apaixonasse justamente pelo cachorrinho que estava dormindo, isolado, na zoonoses de São Vicente (SP). Deixando 20 kg de ração para cachorro e 3 kg para gatos de doação, ela saiu feliz e realizada com o pequeno no colo.  Mas com os dias, seu coração foi apertando. Aquele isolamento tinha motivo: o veterinário diagnosticou que Rex tinha cinomose.

Para quem não sabe, cinomose é uma doença que ainda  tira a vida de muitos cachorros.  Um dos motivos é que muitas vezes seus primeiros sinais, como distúrbios intestinais e respiratórios, apatia, falta de apetite e ressecamento do coxin palmar, são ignorados. Quando o vírus atinge a fase nervosa, o tratamento nem sempre é eficaz.   A cinomose atinge principalmente animais com menos de um ano de vida e pode comprometer vários órgãos.  Quando há o diagnóstico, geralmente o animal é isolado porque a doença é muito contagiosa. Apesar de sobreviver por muito tempo em ambiente seco e frio, o vírus que a causa é muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes – ou seja, além das vacinas, a limpeza do local do seu pet é fundamental para a saúde dele.

“O veterinário disse que era uma situação de risco porque ele era pequeno e estava perdendo peso rapidamente. Ele pesava 600g e depois de uma semana chegou a 430g  por causa da diarréia. Como o Rex não comia, o veterinário ficou mais preocupada”, explica Nely.  Rex tomava, diariamente, cinco remédios. Mas o amor da família foi decisivo: “Graças a Deus e toda dedicação minha e dos meus pais, que além dos remédios davam papinha feita de arroz com frango e legumes na boca,  ele engordou para 850g em 1 semana e meia. Depois foi só vitória: com uma semana de tratamento, com o antibiótico, os sintomas da cinomose sumiram e aos poucos a flora intestinal dele foi se regularizando até ele ficar 100%. Foram dois meses de tratamento intenso”, conta.

Hoje, Rex está com dois anos. Ele e Nely vivem passeando. “Ele ama passear, passa o dia correndo atrás de mim em casa com a coleira na boca. Ele é o cachorrinho mais mimado e carente que existe! Só para vocês terem ideia, quando vamos no pet shop, ele me puxa para seção de brinquedos e escolhe uma bolinha que faz barulho e anda o pet shop inteiro com ela na boca apertando até que ela faça barulho”, conta.

Em momento algum Nely se arrependeu da adoção. “Não sabíamos o que estava por vir, mas se tivéssemos que  passar por tudo de novo, não teria problema. Tanto que já  adotamos outro, porém esse foi na rua. Só posso dizer que quem está pensando em ter uma companhia fiel e que te faça feliz…não pense! Tenha um pet e seja uma pessoa completa”.

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>